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  • Marcelo Kortz

GESTÃO | Gestão da Qualidade

Atualizado: Mai 26



Olha que bacana. Esta história acredito que todos já sabem, e também como foi

sua evolução, portanto, vamos relembrar alguns pontos.


O que era a "QUALIDADE" alguns tempos atrás? De fato era algo muito bacana,

pois, o povo definia qualidade como uma peça que durava anos e anos, mais

atrás ainda podemos dizer que o Homem saia para caçar e escolhia sua comida

muitas das vezes aquele animal mais vistoso (gordinho), etc. Por muitos anos,

“Qualidade” foi algo parecido com o que foi descrito anteriormente.


Com a Revolução Industrial, introduziu-se a produção em massa de bens de consumo,

a mecanização cada vez maior na produção, a introdução das linhas de montagem

e a padronização de medidas foram frutos dessas preocupações. “ERA da produção em

Massa”. A qualidade era avaliada pelo "Inspetor de Qualidade" que nada mais era

um “descobridor de defeitos”.


Após a Segunda Guerra Mundial que afetou os fatores econômicos, o mercado começou

a absorver tudo o que era produzido sem maiores exigências. Surgia então a

“ERA da PRODUTIVIDADE”. Até meados da década de 60 – surgiram os métodos de

análise e engenharia voltados para a criação e otimização de novas técnicas de

gerenciamento, como os “Círculos de Controle de Qualidade e a Filosofia do zero

defeito”. A Garantia de Qualidade era dada pelo o Controle de Qualidade, ou seja,

“O Foco da QUALIDADE era o PRODUTO”, neste caso, ocorrendo muitas perdas nesta

fase/época.


Influência Japonesa: O Japão que tinha a fama de produzir apenas imitações e de

má qualidade, literalmente virou a mesa. O que o Japão Fez? – Usou as mesmas

técnicas e ferramentas gerenciais utilizadas pelos Estados Unidos, só que com

uma diferença, mudou os critérios de QUALIDADE: saindo de “DEFENSÍVOS” para

controles “DINÂMICOS”, ou seja, o que deve ser controlado não é a QUALIDADE

do Produto, mas SIM a Qualidade do “PROCESSO”. Um processo controlado diminui os

riscos de produtos Não Conformes.


Até nos anos 80 com a consequência do aprendizado e melhorias de cada ramo e

atividades, os processos e instalações eram cada vez mais sofisticados. Os

produtos eram lançados com velocidades cada vez maiores para vencer a competição

do mercado, iniciando a ERA do TQC (Total Quality Control – Controle Total de

Qualidade), o foco era o MERCADO, “Descobrir o que o cliente desejava para

deixá-lo satisfeito”.


Os anos 90 – foi marcado pela época da competitividade, e trazem a “Gestão da

Qualidade Total” (TQM – Total Quality Management). As empresas devem manter

sua capacidade de produzir em massa, a baixo custo, com preços competitivos para

manter a satisfação de seus clientes. As empresas devem manter seu padrão de

QUALIDADE do Produto através de seus PROCESSOS, mas com preços baixos. Podemos

afirmar que, A QUALIDADE deve ser construída com a responsabilidade de todos NÓS.


A QUALIDADE NO SÉCULO XXI - Os avanços da Qualidade até chegar no Século XXI.

A preocupação com a qualidade nasceu no início deste século, quando os

inspetores surgiram nas empresas. Mas o serviço realizado não era muito bom, e os

problemas acabavam aparecendo no mercado, exigindo do cliente a solução. Prova

disto, que os primeiros automóveis vinham com caixas de ferramentas. De lá para

cá, a QUALIDADE deu grandes saltos, tendo como marcos o sistema Taylorista e a

Revolução Japonesa.


A partir dos anos 2000, um fato cada vez mais evidente, é que a maioria dos

líderes empresariais que participaram do movimento mundial pela Qualidade no

século XX, já se aposentaram. A nova geração que assumiu seus lugares não sabem

o que é Qualidade com Q maiúsculo.


Alguns vêem a Qualidade como: Uma remota matéria aprendida na universidade,

outros a associam a uma incômoda auditoria mensal/semestral necessária para

manter vigente alguma certificação normativa. Já outros, têm uma visão mais

abrangente, mas apenas no nível das políticas e práticas da empresa

(o “know-how” da Qualidade). Mas o fato é que, a Qualidade continua sendo

uma estratégia competitiva vital, talvez hoje mais do que nunca.


As empresas mais competitivas, são aquelas que não apenas reconhecem este fato

tão óbvio, mas também enfrentam o trabalho duro de torná-lo uma realidade

consistente. Este fato é baseado em dados estatísticos, originado na General

Electric e posteriormente mantido pela Harvard Business School, é com certeza

o mais extenso estudo feito a partir de uma base de mais de 3.000 unidades de

negócio, dos mais variados segmentos, desde os anos 60 até os dias de hoje.


Século XXI – Anos 2000 – Mundo mais globalizado, velocidade nas informações e

nas tomadas de decisão. Foi constatado que as líderes de mercado são as que

buscaram a inovação observando 3 grandes aspectos: liderança em custo,

diferenciação e o foco.


A sobrevivência das empresas depende de seu posicionamento, das estratégias

competitivas, da agilidade de decisões e da efetividade operacional.


Um grande abraço aos leitores.

Alessandro Greschuk

Profissional da área de Gestão da Qualidade, Segurança de Alimentos e Processos Industriais (Lean e Seis Sigma).



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